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HV-Tsunami e Terremotos no Japão by Neuza Itioka

(REUTERS/KYODO)

Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; sobre a terra, angústia entre as nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas; haverá homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados. Então, se verá o Filho do Homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, ao começarem estas coisas a suceder, exultai e erguei a vossa cabeça; porque a vossa redenção se aproxima (Lucas 21:25-28).

Ninguém gostaria de estar ali em Sendai, no Japão, para experimentar o pavor do mais violento terremoto, em 165 anos, com 8,9 graus na escala Richter, e ver o que aquele aterrorizante maremoto ou tsunami acabou de fazer: arrastou tudo – carros, como se fossem folhas secas; barcos de grande porte, como se fossem feitos de papel; não poupou casas e prédios solidamente construídos. Tudo se foi e fala-se em mais de 30 mil pessoas estão perdidas.

Mais de 215 mil pessoas já haviam sido retiradas das zonas atingidas pelo terremoto. A comunidade internacional não tardou a anunciar a vontade de apoiar imediatamente o povo japonês. A Austrália e os Estados Unidos já enviaram seus socorristas. Igualmente, a União Europeia iniciou mobilização de seus recursos de defesa civil.

Sim, é um povo que sempre soube se levantar das catástrofes, das cinzas da segunda Guerra Mundial, das cinzas da bomba atômica e sobreviveu ao terremoto violento de Kobe, sem ajuda de nenhum país. Mas, desta vez, aceitaram os braços estendidos das nações solidárias dispostas a ajudá-los.

Desde 2005, tenho ido ao Japão, todos os anos, para ministrar algumas igrejas e admiro aquele povo disciplinado, ordeiro que trabalha dia e noite, um povo poupador e administrador de tempo e dos seus recursos. É um país onde as leis são respeitadas e funcionam. O povo as respeita e as cumpre. Não existe “jeitinho”.

No ano passado, ministrando em uma das igrejas em Omihachiman, uma cidade da província de Shiga, tive o privilégio de visitar o prefeito e deixar com ele um volume da nossa Bíblia, agradecendo por receber a presença dos brasileiros que ali residem e que gozam da liberdade de culto. Contudo, ao mesmo tempo, não nos esquecemos de lhe pedir perdão por alguns transtornos que “a nossa gente” causa, levando os nossos maus costumes como nação.

Mas, o Japão me faz sofrer. Dói dentro de mim e de muitos o fato de que essa nação, que reúne a alta tecnologia e a sua virtude de ser industrioso, com PIB extraordinário, tornando-se a terceira economia mundial, graças à disciplina quase maníaca por trabalho, que não dá descanso nem aos domingos, é uma nação cheia de “deuses estranhos”.

Eles mesmos dizem que vivem apavorados. Alguns diriam que é um país cheio de superstição. Outros diriam que é um país onde as divindades enganam, com muita elegância, os que não discernem a realidade espiritual.  É um povo ainda cativo à Rainha dos Céus.

Trata-se também de um dos povos mais preparados para enfrentar catástrofes e sismos. No entanto, terremoto seguido de tsunami enorme, de 10 metros ou mais, pegou todos de surpresa. A nação está sendo chacoalhada!! Se no Brasil, com as chuvas de verão, estamos sendo abalados, o que podemos dizer do Japão? Temos de orar pela nação e pelos japoneses, por quem Deus enviou o seu filho unigênito.

É necessário que a Igreja no Brasil desperte do conformismo e mornidão. Deus havia nos prevenido, desde algum tempo, que o mundo inteiro seria visitado por fenômenos diferentes: vulcões, terremotos, tsunamis, furacões.

Dr. Samuel Doctorian, em 1998, havia dito que Deus lhe enviou os anjos para lhe dizer que muitas partes do mundo (especialmente América do Norte: México, América Central: Caribe, Amazônia e cidades costeiras da América do Sul) ficariam debaixo das águas. Profetas no Brasil, em 2005, disseram que o Brasil está debaixo do juízo de Deus e seria visitado por muitas águas e muitos raios e trovões. Deus nada faz, sem primeiro falar aos seus profetas.

Ainda assim, na palavra profética de Samuel Doctorian, Deus estaria preparando um avivamento sem precedente que viria no meio desse caos de tantas chuvas e enchentes. A chuva continua a cair em várias partes do Brasil. Novamente Santa Catarina é atingida com enchentes; Paraná está sendo visitado por chuvas… Há um grande trecho no Mato Grosso e no Mato Grosso do Sul debaixo das águas que subiram mais de nove metros, deixando cidades e mais cidades submersas.

Quando você lê o profeta Isaias, que descreve o juízo que caiu sobre Judá e Israel, ele diz, no meio do caos: “Dizei aos justos que bem lhes irá; porque comerão do fruto das suas ações. Ai do perverso! Mal lhe irá; porque a sua paga será o que as suas próprias mãos fizeram” (Isaías 3:10 e 11).

O tempo de distração se foi. Temos que estar em alerta constante e ao mesmo tempo aprender a descansar no meio da luta e de caos, pois Jesus é o nosso descanso.

A despeito desses fenômenos que estão acontecendo em tantos lugares, devemos continuar a crer que o Senhor está no controle de tudo. Ele reina, Ele é o Senhor. A nossa parte é continuar servindo ao Senhor, trabalhar todos os dias, até o final, pregar o Evangelho, ajudar essas vítimas das catástrofes e, ao mesmo tempo, buscar a nossa santificação constante, sem perder a intimidade com Deus.

Não resta dúvida, o tempo de Jesus vir buscar a sua noiva está próximo. Será que estamos preparados?

by Neuza Itioka

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